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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PERMACULTURA























O QUE É PERMACULTURA?
Em poucas palavras, Permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com idéias inovadoras. Unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporciona o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.
0 projeto permacultural envolve o planejamento, a implantação e a manutenção conscientes de ecossistemas produtivos que tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Ele resulta na integração harmoniosa entre as pessoas e a paisagem, provendo alimentação, energia e habitação, entre outras necessidades materiais e não -materiais, de forma sustentável.
A palavra PERMACULTURA ainda não existe nos dicionários brasileiros. Ela foi inventada por Bill Mollison para descrever essa transformação, da agricultura convencional em uma Permanente agricultura.
Como campo de trabalho, a Permacultura é uma carreira reconhecida internacionalmente, em várias instituições de ensino superior. Apesar disso, não é um campo de "especialização" e, sim, de "generalização". 0 permacultor utiliza conhecimentos de muitas áreas para fazer sua análise e tomar suas decisões.

POR QUÊ PERMACULTURA?
0 Planeta Terra encontra-se em um momento crítico. Apesar da evolução rápida das tecnologias existentes, os nossos sistemas naturais estão em crise. Por toda a parte, constata-se a degradação ambiental em diversas formas. 0 mundo perde bilhões de toneladas de solos férteis, anualmente. Os desertos continuam crescendo a uma velocidade ameaçadora. 0 abastecimento de energia e água potável para o futuro próximo está ameaçado, além de outros problemas generalizados que continuam se agravando, como as mudanças climáticas recentes ocasionadas pelo impacto do nosso consumo excessivo de combustíveis fósseis.
No Brasil, a família rural é carente de informações e de recursos para sobreviver sustentavelmente, com o conseqüente êxodo rural que, por sua vez, tem repercussão na qualidade de vida nas zonas urbanas. Precisamos trazer soluções práticas para a pessoa do campo. Soluções que venham de encontro às realidades culturais, sociais e ambientais de cada região. Soluções sistêmicas, acessíveis e simples, que tragam segurança à família e um potencial de desenvolvimento humano sustentável.
A Permacultura se adapta a transições lentas ou rápidas. Você pode começar lentamente, utilizando uma pequena parcela de terra, e os recursos disponíveis localmente, ou transformar toda a propriedade, de uma só vez, de acordo com suas condições financeiras e a quantidade de ajuda com que você pode contar. Não esquecendo o auxílio que a natureza oferece, quando começamos a colaborar com ela.
Integrando todos os aspectos da sobrevivência e da existência de comunidades humanas, a Permacultura é muito mais do que agricultura ecológica ou orgânica, englobando Economia, Ética, sistemas de captação e tratamento de água, tecnologia solar e bioarquitetura. Ela é uma sistema holístico de planejamento da nossa permanência no Planeta Terra.

QUANDO SURGIU A PERMACULTURA?
A Permacultura foi desenvolvida no começo dos anos 70 pelos australianos Bill Mollison e David Holmgren, como uma síntese das culturas ancestrais sobreviventes com os conhecimentos da ciência moderna. A partir de então, passou a ser difundida na Austrália, considerando que, naquele país, a agricultura convencional já estava em decadência adiantada, mostrando sinais de degradação ambiental e perda de recursos naturais irrecuperáveis. Na verdade, em situação muito similar à do Brasil de hoje.
Desde então, os inúmeros casos de sucesso na aplicação da Permacultura têm provado ser, ela, uma solução viável não somente para a Austrália, como para todo o Planeta. Os conceitos de agricultura permanente começaram a ser expandidos como uma cultura permanente, envolvendo fatores sociais, econômicos e sanitários para desenvolver uma verdadeira disciplina holística de organização de sistemas.
Hoje, existem institutos de Permacultura em todos os continentes, em mais de cem nações. Diversos países, como o Brasil, vêm adotando a Permacultura como metodologia agrícola e, até mesmo, escolas de todos os níveis estão incluindo a Permacultura no seu currículo básico.

fonte : http://www.permacultura.org.br/

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


Questionando o consumo

Vivemos em um mundo pequeno, que se torna menor a cada minuto. Se, por um lado, podemos ver aspectos positivos como a união de redes sociais, o gerenciamento de negócios e o aprendizado sobre lugares e pessoas que estão fora da nossa proximidade física, o planeta também está encolhendo por uma razão não muito auspiciosa: estamos utilizando-o de forma excessiva. A cada ano cortamos mais florestas, criamos mais gado, dirigimos distâncias maiores, produzimos mais lixo. E como já estamos utilizando mais do que o planeta consegue produzir, a cada ano a natureza tem menos a oferecer. Para piorar, parece que a espiral está acelerando, e a distância entre a sustentabilidade e a prática do dia-a-dia está se alargando.

Para usar menos nosso planeta e nos tornarmos consumidores responsáveis, temos que perguntar a nós mesmos uma questão fundamental: do que realmente precisamos? A relação entre riqueza material e bem-estar parece ser proporcional: quando uma aumenta, a outra também. Entretanto, medidas de riqueza e saúde só crescem juntas até um certo ponto, e então o padrão muda. De fato, pesquisas nos mostram que, após um nível básico de conforto, a felicidade através de diversas culturas não está relacionada ao luxo material.

Reduzir nossos próprios níveis de consumo nos faz poupar dinheiro e elimina atravancamentos desnecessários em nossas vidas. Em uma era de supermercados e megalojas gigantescas e de marketing viral, a maior parte de nós busca quantidade ao invés de qualidade, atraídos pela facilidade de comprar mais coisas baratas. Quando nos tornamos conscientes acerca do que compramos, terminamos possuindo mais espaço para apreciar os objetos que nos cercam, e o que possuimos atualmente acaba por nos fazer mais felizes.

Pegadas ecológicas

Uma forma de envolver nossa mente acerca das implicações de bilhões de pessoas compartilhando um pequeno planeta é fazer um pouco de matemática: divida a parte usável do globo pelo número de pessoas que querem utilizá-lo. Isso nos dá um senso de qual seria uma porção equitativa para cada um de nós. Para ser justo, entretanto, não deveríamos usar tudo imediatamente. Nossos filhos e netos podem querer comer, beber e respirar também, então deveríamos provavelmente retirar apenas aquilo que a natureza consiga repor.
Quanto de Natureza está disponível para cada pessoa? Para iniciar a localização do ponto de equilíbrio entre o uso dos recursos que necessitamos e minimizar as repercussões do nosso consumo, precisamos acessar nossa contribuição individual aos problemas planetários. Um dos pensadores que tem analisado estes fatores é Mathis Wackernagel, que propôs que analisemos nosso próprio impacto ambiental como uma pegada. Nossa “pegada ecológica” representa as ramificações de todos os vários componentes de nossas vidas, desde a comida e a energia de nossas casas até o transporte e onde nós vivemos.
Usando um questionário online simples, conhecido como o Questionário da Pegada Ecológica, nós podemos medir nossa pegada ao informar detalhes sobre nossas vidas e hábitos em uma calculadora. Ao final, temos um resultado que indica quantos hectares de terra cada um de nós requer para suportar nosso atual estilo de vida.
De acordo com a Global Footprint Network, a pegada ecológica média é de 5,4 acres (2,2 hectares) por pessoa. Mas é importante não olhar somente para a média, porque alguns de nós tem uma pegada muito maior do que outros. Um americano médio, por exemplo, usa 24 acres (10 hectares), enquanto um chinês médio usa apenas 4 acres (1,6 hectares), e um paquistanês apenas 1,5 acres (cerca de 0,6 hectar)
O número que resulta de nosso teste é simbólico, obviamente. A terra jamais será cortada em pedaços individuais, nem poderia, já que as porções continuamente diminuem à medida em que os recursos murcham e a população explode. Nosso próprio escore nos dá um bom senso sobre quão distantes estamos de um nível razoável de uso pessoal dos recursos que o planeta oferece - mas também devemos considerar o fato de o quanto o planeta poderá resistir a tantas e tamanhas pegadas. O pé gigantesco das nações industrializadas deixa pouco espaço para as necessidades sempre crescentes das nações em desenvolvimento.
Existem agora um número de diferentes variações do Questionário da Pegada Ecológica. Como uma ferramenta conceitual, o questionário pode ter efeitos profundos em como nós fazemos escolhas e direcionamos nossos estilos de vida em direção a uma taxa mais sustentável de consumo.

Teste a sua pegada ecológica aqui: http://www.myfootprint.org/

Conheça e participe: http://www.coolmeia.org/

terça-feira, 24 de novembro de 2009


Especialistas discutem uso de agrotóxico na produção de alimentos
O senador Valter Pereira (PMDB-MS) acaba de dar início à audiência pública promovida por três comissões do Senado para discutir o controle de resíduos e contaminantes em alimentos e o emprego de agrotóxicos na agricultura.
Entre os convidados estão o diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), José Roberto da Rosa; o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), José Otávio Machado Menten; Ricardo Augusto Velloso, gerente de Avaliação de Risco da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); além de representantes dos ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A audiência está sendo realizada pelas comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Mais informações em : www.senado.gov.br


sábado, 3 de outubro de 2009


Censo Agropecuário 2006 : Produção orgânica ainda é pouco adotada no país


A agricultura orgânica ainda é pouco adotada nas propriedades rurais do país. Apenas 1,8% do total de produtores brasileiros usam tal técnica. Os ramos mais frequentes nesse setor foram a pecuária e criação de outros animais (41,7%) e a produção das lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão, os Estados Unidos e a União Européia, além de mais 30 países.
As informações constam do Censo Agropecuário 2006. Segundo o documento do IBGE, entre os principais produtos orgânicos que seguem para o mercado externo são produtos in natura e processados da soja, açúcar e arroz (com origem na lavoura temporária), além do café e do cacau (com origem na lavoura permanente), e os provenientes da pecuária e da criação de pequenos animais (carnes, leite e derivados do mel) e do extrativismo (principalmente palmito).
No mercado nacional, o estudo mostra que a agricultura orgânica está presente de forma mais intensa no ramo da horticultura/floricultura (4,5%), que inclui a produção de frutas, verduras e legumes. Esses itens, conforme destaca o documento, têm peso significativo no mercado interno e são comercializados em diferentes pontos de venda nas grandes metrópoles, como redes de economia solidária entre produtores e consumidores e feiras livres locais.
O levantamento traz ainda informações sobre o perfil do agricultor que se dedica a essa prática. Na maior parte dos casos, trata-se do proprietário das terras exploradas (77,3%) – quatro em cada dez têm o ensino fundamental incompleto (41,6%) e dois em cada dez não sabem ler nem escrever. Além disso, mais da metade deles não participa de qualquer organização social (54,0%), mas entre os que têm vínculo organizacional, 36,6% são ligados a associações, sindicatos e outras entidades.
Segundo os técnicos do IBGE, esse cenário indica um resultado relevante ante os organizados em cooperativas, que representam apenas 5,9% dos agricultores dedicados à agricultura orgânica.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Área do plantio do feijão de porco , com palhada retirada das podas do
Campus da UNESP Ilha Solteira , visando a incorporação de matéria
orgânica e controle da tiririca ( planta espontânea ).

(junho 2009)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Mutirão na área do GAISA , parcela de feijão de porco
( adubo verde ) , o capim colonião retirado foi usado
na compostagem, para uso em hortas.