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sábado, 30 de outubro de 2010

Limite da propriedade da terra

Camaradas, eis o resultado do plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra. A luta não terminou!


Cerca de meio milhão de brasileiros e brasileiras dizem SIM ao limite da propriedade de terra
O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entregou hoje à sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o Limite da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro
Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. 









 Só não participaram do mesmo, Santa Catarina, Amapá e Acre que optaram por fazer o abaixo-assinado, somente. Eram admitidas à votação pessoas acima de 16 anos, portanto em condições de votar.
Duas foram as perguntas formuladas às quais se devia responder sim ou não.
A primeira: Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil, devem ter um limite máximo de tamanho?
A segunda: Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?
95,52% (495.424) responderam afirmativamente à primeira pergunta, 3,52% (18.223), negativamente, 0,63% foram votos em branco e 0,34%, votos nulos.
Em relação à segunda pergunta os que responderam sim foram 94,39% (489.666), 4,27% (22.158) responderam não, 0,89 % foram votos em branco e 0,45%, votos nulos.
Considerando as dificuldades enfrentadas tanto na produção, quanto na distribuição de um mínimo de material, pela falta de recursos e de pessoal disponível; considerando que o Fórum e outras entidades envolvidas não tiveram acesso a qualquer veículo de comunicação de massas; considerando o momento, quando as atenções estão voltadas e os militantes envolvidos nas campanhas eleitorais, pode-se saudar o resultado como muito positivo.

Mais de meio milhão de pessoas se posicionou afirmativamente em relação à necessidade e à conveniência de se colocar um limite à propriedade da terra. Este é um indicador expressivo de que a sociedade brasileira vê a proposta como adequada. É uma amostragem do que pensa boa parcela do povo brasileiro. As pesquisas de opinião ouvem duas ou três mil pessoas e seus dados são apresentados como a expressão da vontade da sociedade!
Mas o que se pode ressaltar como o mais positivo, e que os números não expressam, é todo o trabalho de conscientização que se realizou em torno do plebiscito. Foi desenvolvida uma pedagogia que incluiu reflexão, debates, organização de comitês, divulgação e outros instrumentos sobre um tema considerado tabu, como é o da propriedade privada.
Em quase todos os estados foram realizados debates em universidades, escolas, igrejas e outros espaços em que se pôde colocar a realidade agrária em toda sua crueza. Para muitos, cujo contato com o campo é praticamente nulo, estes debates abriram um horizonte novo no conhecimento da realidade brasileira. Também se pode saudar como fruto precioso deste processo, os inúmeros trabalhos e textos produzidos pela academia sobre o arcabouço jurídico que se formou em torno à propriedade da terra e sobre aspectos históricos, sociológicos e geográficos da concentração fundiária no Brasil. Não fosse a proposta do plebiscito esta reflexão não teria vindo à tona com a força com que veio.
Este ensaio está também a indicar que um Plebiscito Oficial deveria ser proposto para que todos os cidadãos e cidadãs pudessem se manifestar diante de um tema de tamanha importância para o resgate da cidadania de milhões de brasileiros e brasileiras que lutam, muitas vezes sem sucesso, buscando um pedaço de chão onde viver e de onde retirar o sustento. O Fórum vai continuar firme na luta para que seja colocado um limite à propriedade da terra.
A população brasileira também foi convidada a participar de um abaixo-assinado que continua circulando em todo país até o final deste ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.




















Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra, teve a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma Reforma Agrária justa em nosso país.
A proposta da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra visa pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído na Constituição Federal um novo inciso que limite o tamanho da terra em até 35 módulos fiscais - medida sugerida pela campanha do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA).
Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

fonte : FEAB ( Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

I Vivência de Permacultura Urbana

Será realizado, nos dias 30 e 31 de outubro,  a primeira vivência em permacultura urbana, na ECOCASA, em Santa Fé do Sul - SP.
A idéia da vivência será mostrar como transformar o espaço urbano num lugar mais harmonioso, reaproveitando elementos do próprio local, além da melhor forma de usar os recursos que há disponíveis. Em breve,será postado aqui o início das inscriçoes.
Para maiores informações , mande um correio eletrônico para : grupogaisa@gmail.com

As vagas serão limitadas!!!
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"O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos." (Albert Schweitzer)


Permacultura Urbana

Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes. Exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.


Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.
Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem. 
Na permacultura urbana, o espaço, a harmonia e a criatividade deve sempre estar em torno do cotidiano, vivendo, observando e criando, e sempre que possível, reutilizar o máximo de materiais existentes dentro do próprio espaço em que vive.

Além de ser um método para planejar sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.
O trato e reaprovitamento de rejeitos, coleta de águas pluviais, uso de fontes de energia renováveis e não-poluentes, aproveitamento máximo da iluminação natural, em detrimento a artificial, são exemplos de preocupações na concepção desses projetos. A ocupação também segue a filosofia da responsabilidade ambiental de seus ocupantes.




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mutirão GAISA

Mais conhecida como " Húmus sapiens", nome da área em transição agroecológica do grupo,na última semana foi realizado um mutirão, com a finalidade do trabalho em grupo, da cooperação, e construção do conhecimento,com a participação dos ingressantes 2010/2.


Foi feito um pequeno espiral de ervas e hortaliças, com diversas espécies,visando um pequeno policultivo e aproveitamento racional da água.
Fica registrado o agradecimento a todos os integrantes do GAISA e continuemos na construção do grupo,resgatando conhecimentos, realizando atividades de extensão rural e demonstrando a importância disso dentro das universidades.


Valeu a todos!!!


"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes."
                                                         (Paulo Freire)


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Atividades GAISA

superadobe

Será realizado nos próximos meses, atividades praticas na área do grupo, com o propósito de realizar mutiroes, difundindo a permacultura, policultivos, tratamento de resíduos, alem da cooperação que será praticada entre todos os estudantes.Postaremos aqui as atividades em breve.

" É preciso escolher um caminho que não tenha fim, mas, ainda assim, caminhar sempre na expectativa de encontrá-lo." (Geraldo Magela Amaral)
grupogaisa@gmail.com

espiral de ervas                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

domingo, 1 de agosto de 2010

I Vivência em Permacultura projeto DORCAS

no próximo dia 15 de agosto de 2010, será realizado em Almirante Tamandaré (PR) , a I vivência em permacultura do projeto DORCAS , com o intuito de promover a convivência e aprendizado, relação com o meio ambiente e resgate de técnicas sustentáveis.
informações e inscrições : fabiojc_pts@hotmail.com   ou   (41) 9229 - 2789
Segue as informações no link abaixo ( google docs)
Abraço a todos e fé na construção de um mundo melhor!!
"O que se estende atrás e na frente de nós carece de importância se o comparamos com o que está em nosso interior". (Ralph Waldo Emerson)


https://docs.google.com/document/edit?id=1u0eldnJBR5oijxDhf5tAKkVjDHdLBeZudDlcMgaE9sk&hl=en#

https://docs0.google.com/document/edit?id=1L_CjqsuAeMpcyBHKHDUjdMWiyEMVIcmTdd7dtGBa8Gs&hl=en#